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RENEGOCIAÇÃO DO CRÉDITO À HABITAÇÃO

A chave para nos precavermos é sempre a antecipação. A par da tendência que já se vinha a verificar antes mesmo da pandemia originada pelo Covid-19, hoje, mais que nunca, é imperativo aproveitar o facto de que as taxas de juro continuam em baixa e renegociar o seu crédito à habitação. Este movimento permitir-lhe-á uma poupança de milhares de euros. No entanto há regras e cuidados que deverá ter para que consiga que esta operação seja realizada com sucesso. Hoje trago-lhe tudo o que precisa saber sobre a renegociação do crédito à habitação. 

RENEGOCIAR OU TRANSFERIR O CRÉDITO Á HABITAÇÃO?

Renegociar com o seu Banco ou transferir o crédito para outra instituição bancária pode ser uma oportunidade de poupança e antecipação para o que, hipoteticamente, poderá estar para vir. Quanto menos esforço financeiro tiver com os seus créditos, mais fácil será suportá-los numa possível subida dos juros. Nesse sentido, e antes de mais, precisa de entender de que forma se processa e se pode, ou não, avançar para a renegociação ou mesmo para a transferência do crédito para um Banco que lhe ofereça condições mais vantajosas.

É preciso ter presente que, se avançar para a renegociação, o seu Banco poderá tentar associar mais produtos ao seu crédito para que este fique com juros mais favoráveis. Isto requer que faça bem as contas para ver se no final, mesmo com uma redução das taxas de juro, não fica a pagar o mesmo ou mais.

Por outro lado, e por forma a captar novos clientes, as entidades bancárias concorrentes costumam oferecer melhores condições para a transferência do crédito. No entanto, esta operação pode trazer com ela um aditamento à escritura já existente. Isto, poderá representar uma despesa para si. A menos que o Banco para onde pretende transferir o seu crédito assuma todos os encargos com a operação. 

Perceba exactamente quais as condições, e condicionantes, que terá para poder renegociar o crédito à habitação com o seu Banco ou com uma entidade concorrente. Seja qual for o motivo, renegociar, ou negociar, é sempre vantajoso. A fim de alcançar o negócio mais vantajoso para si, faça sempre uma análise em consciência e compare mais do que uma proposta.

O QUE POSSO RENEGOCIAR COM O MEU BANCO? 

Quando avança para a renegociação do seu crédito à habitação, este pode não ser um processo fácil. No entanto, em nome da poupança, é algo que terá mesmo que iniciar. Existe sempre a hipótese de contratar profissionais especializados que poderão intermediar a renegociação entre si e o seu Banco. Contudo, também pode avançar em nome individual.

É de notar que renegociar com o seu Banco é muito mais do que tentar baixar o spread. Existem outros custos e produtos que podem ser alvo de revisão. Estes, podem tem um grande impacto de poupança, nomeadamente:

Spread: Actualmente, quem tem esta taxa de juro igual ou superior a 2% deve tentar renegociá-la o mais rápido possível. Um bom spread, actualmente, pode ser negociado entre 1% a 1,5%.

Seguro de Vida e/ou Multi-riscos: Qualquer entidade bancária, por forma a atribuir crédito à habitação, exige que tenha estes seguros. No entanto, não é obrigado a contratá-los no seu Banco, podendo procurar outras seguradoras que lhe apresentem valores mais competitivos. Deverá procurar cotações de várias entidades e compará-las com a proposta que o seu Banco lhe apresentou. Se encontrar alguma que seja mais vantajosa, legalmente não é obrigado a ter estes seguros associados à mesma instituição onde detém o crédito.

Cartão de Crédito: Na hora de contratar um crédito à habitação, é prática comum os Bancos incitarem à adesão do cartão de crédito. Este, devido às suas condições nem sempre tão benéficas, pode encarecer o seu empréstimo. Assim, se não está totalmente satisfeito com as condições do seu cartão, aproveite e peça também uma revisão das mesmas!

Produtos Financeiros: Quando está a ponto de garantir o seu crédito à habitação, tudo o que lhe é apresentado, tendo como contrapartida a bonificação do spread é, geralmente, aceite sem grandes questões. Todavia, os produtos financeiros que adere em nome da diminuição desta taxa, podem representar um maior esforço do que se tivesse ficado com um spread ligeiramente mais alto. Por outras palavras, reveja todos os produtos que subscreveu e reflita se são mesmo necessários e se a sua mais-valia é realmente compensadora. Se sim, então pode sempre renegociar as suas condições.

Prazo do crédito: Caso tenha uma prestação confortável e uma situação financeira que lhe permitia ter um encargo maior com a mesma, pondere em diminuir o número de anos do seu crédito habitação. Desta forma, não só terá a vantagem de terminá-lo mais cedo como irá poupar, e muito, nos juros que serão necessariamente menores em comparação com um prazo de pagamento mais longo.

O QUE NÃO POSSO RENEGOCIAR COM O MEU BANCO? 

Existem dois pontos que estão completamente fora da renegociação em qualquer entidade bancária. Estes são:

Conta-ordenado: A domiciliação do vencimento à conta associada ao crédito à habitação é um ponto incontornável e transversal a todas as instituições bancárias. Nesse sentido, será muito difícil não ter o seu ordenado afecto a esta conta.

Débitos directos: Apesar de não ser um factor legalmente obrigatório, é comum as entidades bancárias exigirem débitos directos como condição à bonificação do spread. Note-se que estas operações não têm custos associados. Por isso, não deve ser um dos temas mais discutidos durante a renegociação do seu crédito à habitação. No entanto, pode sempre tentar diminuir o número de débitos directos exigido.

O QUE DEVO TER EM CONTA AO ANALISAR A CONCORRÊNCIA NA RENEGOCIAÇÃO DO CRÉDITO À HABITAÇÃO? 

Antes de avançar para a renegociação do crédito à habitação com o seu banco é benéfico que já tenha, de  antemão, algumas simulações e/ou propostas da concorrência. Este será o seu trunfo aquando a renegociação com o seu Banco. Pois assim, terá dados concretos de comparação que poderá utilizar caso a proposta que lhe for apresentada não seja razoável.

Note que é de extrema relevância que compreenda quais as campanhas em vigor, os preços praticados, as taxas em vigor ou os produtos a que terá que aderir. Desta forma, seja qual for a sua decisão, esta será feita em consciência e tendo em conta todos os prós e contras. 

Até uma situação de transferência é passível de negociação. Cada caso é único e tem as suas especificidades e é legítimo que, numa situação de mudança, queira realmente beneficiar dela. 

De momento existem quatro Bancos com campanhas activas no que respeita à transferência do crédito à habitação, em que estas entidades, assumem todas as despesas da operação. Contudo, existem variações quanto às condições de adesão entre as instituições. 

De forma geral, podemos dizer que tanto o Bankinter como o BPI só assumem todos os custos se o crédito for contraído com uma taxa fixa. Enquanto o Santander e a Caixa Geral de Depósitos alargaram esta campanha para créditos contratados com taxa variável.

É normal que se sinta confuso com a quantidade de informação que lhe é disponibilizada, ainda mais quando é a primeira vez que passa por um processo destes. Todavia não fique desmotivado, a poupança que pode alcançar a médio longo prazo é bastante significativa e, definitivamente, vale o tempo que gastará com este tema. Espero que este artigo lhe tenha sido útil e, de alguma forma, o tenha despertado para esta realidade que é a renegociação e a transferência de crédito.

Obrigada por ter lido o nosso artigo, explore o nosso Blog, podemos ter mais temas do seu interresse!

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